O áudio da "VARgonha": assim o VAR tentou pressionar o árbitro para expulsar Azpilicueta

A classificação do FC Barcelona para a final da Copa do Rei após vencer o Atlético de Madrid no Metropolitano foi ofuscada por uma nova polêmica arbitral, que muitos já associam a interesses econômicos. Especula-se que a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) buscaria garantir uma final entre Real Madrid e Barcelona, um duelo que historicamente atrai maior audiência, receitas televisivas e repercussão internacional.
O lance da polêmica e o áudio do VAR
O momento mais controverso ocorreu aos 6 minutos, quando Azpilicueta atingiu Raphinha com as travas da chuteira. O árbitro do VAR, Martínez Munuera, pediu a Munuera Montero, árbitro principal, que revisasse a jogada por possível cartão vermelho.
📢 ÁUDIO REVISÃO VAR
🏆 Semifinais (volta) | Copa do Rei
⚽ @Atleti 🆚 @FCBarcelona | 8'
🎥 #ArbitragemRFEF | @CTARFEF pic.twitter.com/VZjj4zHqtx
— RFEF (@rfef) 2 de abril de 2025
O destaque não foi apenas o lance em si, mas o tom do áudio divulgado pela RFEF. Nele, Martínez Munuera insiste repetidamente com frases como:
🗣 "José, escuta. Vem ver, José. Confia em mim."
🗣 "Ele atinge o gêmeo com as travas, perna estendida, chega muito atrasado..."
Apesar da pressão, Munuera Montero manteve sua decisão após revisar as imagens e optou por não expulsar Azpilicueta, argumentando que o contato não foi direto e que o impacto foi lateral, confirmando apenas o cartão amarelo.
Arbitragem influenciada pelo desejo de um "El Clásico"?
Para analistas como Iturralde González, o áudio revela uma tentativa clara de influenciar a decisão do árbitro de campo, algo incomum com tamanha insistência. Além disso, é raro que um árbitro contradiga o VAR, algo que nesta temporada tem ocorrido apenas entre árbitros internacionais, como é o caso de Munuera Montero.
Esse episódio reforçou a teoria de que a RFEF preferia uma final entre Real Madrid e Barcelona por razões comerciais. Um "El Clásico" na final gera um impacto econômico muito maior do que qualquer outro confronto, seja em direitos de transmissão, patrocínios, ingressos ou visibilidade global do torneio.
Diante disso, torcedores e analistas questionam se a decisão de não expulsar Azpilicueta estaria alinhada a um interesse maior dos dirigentes do futebol espanhol em garantir a presença do Barça na final em La Cartuja.