Melhores tenistas do mundo exigem divisão mais justa de receitas nos Grand Slams
Os 20 melhores tenistas dos circuitos ATP e WTA enviaram uma carta conjunta aos organizadores dos Grand Slams pedindo melhorias econômicas. Eles consideram a atual distribuição de lucros insuficiente e fazem comparação direta com ligas como a NBA.

Nesta quinta-feira foi revelado que os 20 principais tenistas do mundo, tanto do ATP quanto do WTA, assinaram uma carta enviada aos quatro torneios de Grand Slam exigindo uma distribuição mais justa dos lucros. Embora a reivindicação não seja nova, é a primeira vez que todos os atletas da elite se unem oficialmente para pedir melhores condições financeiras.
Comparação direta com a NBA
De acordo com o jornal francês L'Équipe, os jogadores acreditam que o percentual que recebem é muito inferior ao de outras grandes ligas esportivas. Na NBA, por exemplo, os atletas ficam com 50% das receitas totais da temporada. Em Roland Garros, o valor destinado aos prêmios representou apenas 15,8% da receita estimada de 338 milhões de euros para 2024.
Esse contraste, somado ao aumento de 10% na presença do público em relação a 2023, fortalece o argumento dos atletas.
Aumento nos prêmios não é suficiente
Embora os valores dos prêmios nos Grand Slams tenham aumentado —com finalistas ganhando 54% mais do que em 2022, semifinalistas 60% a mais e até os derrotados na primeira rodada recebendo 40% a mais— os jogadores dizem que isso ainda está longe do justo.
No total, os quatro 'majors' distribuíram 230,3 milhões de euros no ano passado, contra 209,4 milhões em 2023. Um progresso, mas ainda abaixo do que consideram proporcional.
Djokovic iniciou o movimento e agora todos apoiam
A carta vem poucas semanas após a PTPA —sindicato criado por Novak Djokovic— denunciar práticas abusivas por parte das organizações. Naquele momento, alguns atletas como Carlos Alcaraz hesitaram em assinar. Mas desta vez, L'Équipe garante que os 20 melhores do mundo estão unidos na causa. A mensagem é clara: os melhores querem mudanças profundas no sistema financeiro do tênis profissional.